segunda-feira, 24 de setembro de 2012
sábado, 22 de setembro de 2012
segunda-feira, 9 de julho de 2012
Margem Abandonada Medeamaterial Paisagem com Argonautas
Medeamaterial, caos que atravessa a realidade, estourando clichês. Desacomodação hiper-realista de sentimentos. Somos todos argonautas e navegamos diariamente em ônibus lotados, cheios de uma gente que não se dá conta de para onde está indo. Polícia de choque, curto circuito no sistema. Medeias, Gláucias ou Creúsas, a rotina do poder é destruída pelas “anônimas” mulheres de Jasão. Denúncia, apelo, reflexão. A (des)humanidade caminha para a barbárie, instigada pela ganância material. Para que servem os corpos injustiçados? Feiticeiras enfeitadas competem entre si. Espelhos são armas mortais para elas. Fatias de carne humana e não-humana lotam a mesa imperialista. Onde está Jasão? Ocupado, demasiadamente ocupado, correndo atrás daquilo que foi estabelecido como pseudopoder. Todas as suas mulheres são parideiras de dores, de funestos horrores. Está armado o circo da miséria, e a religião estende seus braços para confortar as vítimas que ela mesma se encarrega de engendrar. A complexidade da exploração é exorbitantemente visível, risível, ela atravessa a vida numa velocidade galopante. Precipício, abismo! A (des)humanidade está na plateia, sentada, por enquanto atônita e de braços amarrados. No picadeiro, animais gemem de adestramento e pessoas curvam-se de sujeição. Oh! Jasão! A ação direta virá, mas não mais como pecado. Estamos marchando com as tuas botinas mas em direção oposta à tua. A arma que escondias em teu coração agora está nas mãos das mulheres atrevidas, que não suportam mais tanta submissão. No entanto, a luta não é somente delas, é de todos os que estão na margem abandonada, nas favelas, nos morros e no centro das cidades, é de todos os que navegam na nau Argo em busca de igualdade.
Intensa, corajosa, desafiadora, impactante, a peça Margem Abandonada Medeamaterial Paisagem com Argonautas é um convite à resistência à dominação.
Tânia Marques 11/03/2012
Tânia Marques 11/03/2012
DIAS 14, 20, 21, 27 e 28 de JULHO/2012
DIAS 3, 4, 10, 11, 17 e 18 de AGOSTO/2012
NO MEZANINO DA USINA DO GASÔMETRO - PORTO ALEGRE - RS.
Ingressos à venda no local 1h antes do espetáculo.
R$ 20 reais com meia entrada.
Classificação: 18 anosquarta-feira, 30 de maio de 2012
domingo, 13 de maio de 2012
terça-feira, 17 de abril de 2012
Prá Escambá - Dia 22/04 - Parque da Redenção
Autora e organizadora do evento: Samantha Torres
Facebook: https://www.facebook.com/events/320107268056062/
ANDROMEDA FILME E DESIGN: ECCE HOMO-INDEX
FOTO: SARA Br http://igrrev.blogspot.com/ http://br.youtube.c...
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Life - My way
Existe apenas uma maneira de viver a vida – É à sua maneira! Esta animação é incrível feita por Bold Studio Zagreb e por Svjetlan Junaković.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Cambada Levanta Favela apresenta: Futebol, nossa paixão!
Dia 14 de Abril as 19h00 no Largo Zumbi dos Palmares
(Av. Perimentral com José do Patrocício).
Dentro da programação da Semana de ContraCultura Punk;
Dia 15 Abril as 17h00 no Estacionamento da Usina do Gasômetro.
Dentro da programação do Projeto Usina na Praça
e dia 20 de Abril na Praça Maua em Santos (SP) dentro da programação do 54º Festival Santista de Teatro.
"Teatro Popular é o que luta. O Resto é patrocinado pelas bombas!"
Futebol nossa Paixão é uma criação coletiva para teatro de rua que se propõe a discutir as conseqüências que um megaevento do porte da Copa do Mundo de Futebol pode trazer para o povo. Um evento que já está desalojando populações e que, durante sua realização, implantará um temido estado de exceção no território brasileiro.
Apresentamos torcedores sacrificando-se pelo único prazer de ver o Brasil ser campeão com seus próprios olhos. A luta entre burgueses e os favelados, o povo brasileiro contra a Federação Internacional de Futebol.
Participam da encenação: Ana Eberhardt, Danielle Rosa, Karitha Soares, Elisa Carbonel, Gildo Santos, Paula Lages, Rodrigo Brizola, Robson Reinoso e Sandro Marques.
91111083 / 84813554
OBS.: Fotos de Cláudio O. Lages e Tânia Marques
segunda-feira, 19 de março de 2012
Poema de Pablo Neruda
Quero apenas cinco coisas...
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.
Pablo Neruda
Fonte da imagem:carimam.blogspot.com
domingo, 4 de março de 2012
Sonhos - Jorge Saes
Sonhos...
Jorge Saes
Torres-RS/2011
Torres-RS/2011
Enquanto há tempo, pergunto:
Como pode o homem negar sua estória?
Ou mesmo esconder, de si, reminiscências?
Como pode renegar, na alma, a dor que o anela?
Como fugir, no desalinho do tempo, as vestes que o mostrarão?
Como se esconder do ontem ou remediar o futuro?
Sempre um alguém para observar desacertos.
Como pode o homem negar sua estória?
Ou mesmo esconder, de si, reminiscências?
Como pode renegar, na alma, a dor que o anela?
Como fugir, no desalinho do tempo, as vestes que o mostrarão?
Como se esconder do ontem ou remediar o futuro?
Sempre um alguém para observar desacertos.
Se O Todo oferece caminhos inevitáveis,
como evitar a luz que desnuda as sombras?
Nas calçadas noturnas, gatos brincaram de caçar ratos.
E o homem, trajado de mendigo, desejou frequentar festas nupciais.
Carente, quis beber, em cristais, gotas de ilusão.
Lágrimas secaram entre promessas e metáforas.
Mas hoje ainda é tempo de esquecer e de lembrar
de preparar o caminho para a última viagem.
Onde a régua, o compasso o esquadro, o prumo, o malho e o cinzel,
mediram orgulhosas pretensões na arte de esculturar
ângulos desiguais.
Uma gota de mar tentou acariciar a areia.
Mas chegou no limite do último troféu.
O de haver fruído como o orvalho:
das tenras folhas para o ergástulo final, o chão.
Refúgio dos sonhos onde o tudo se transforma em nadas.
como evitar a luz que desnuda as sombras?
Nas calçadas noturnas, gatos brincaram de caçar ratos.
E o homem, trajado de mendigo, desejou frequentar festas nupciais.
Carente, quis beber, em cristais, gotas de ilusão.
Lágrimas secaram entre promessas e metáforas.
Mas hoje ainda é tempo de esquecer e de lembrar
de preparar o caminho para a última viagem.
Onde a régua, o compasso o esquadro, o prumo, o malho e o cinzel,
mediram orgulhosas pretensões na arte de esculturar
ângulos desiguais.
Uma gota de mar tentou acariciar a areia.
Mas chegou no limite do último troféu.
O de haver fruído como o orvalho:
das tenras folhas para o ergástulo final, o chão.
Refúgio dos sonhos onde o tudo se transforma em nadas.
Sonhos (II)
O que fiz com meus sonhos?
Para onde os conduzi?
Abandonei-os?
Joguei-os em quarto escuro?
Já nem sei onde buscam moradas.
De vez em quando – aparecem.
Do fundo de algum baú – emergem.
Refletindo imagens - teimam vir à tona.
Sob a luz da realidade - espectros.
Morrem todos os dias.
Jorge Saes/ Torres-RS
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