segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Para recordar: "You Make Me Feel Brand New"

CHAPA

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Dia da Consciência Negra

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Para o Márcio, minha alma gêmea

Não me importa o tempo passando,
Os teus cabelos longos, nunca mais, talvez!
O que me prende a ti, não é questão de pele
É de alma...

Tânia Marques 12/03/2010



Fonte da imagem:
ladysbugwhispers.blogs.sapo.pt/.../2004_09.html

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Fotografias panorâmicas em 360°

Lindas demais!!!

Síndrome de Burnout


 A síndrome de Burnout (do inglês to burn out, queimar por completo), também chamada de síndrome do esgotamento profissional, foi assim denominada pelo psicanalista nova-iorquino, Freudenberger, após constatá-la em si mesmo, no início dos anos 1970. A dedicação exagerada à atividade profissional é uma característica marcante de Burnout, mas não a única. O desejo de ser o melhor e sempre demonstrar alto grau de desempenho é outra fase importante da síndrome: o portador de Burnout mede a autoestima pela capacidade de realização e sucesso profissional. O que tem início com satisfação e prazer, termina quando esse desempenho não é reconhecido. Nesse estágio, necessidade de se afirmar, o desejo de realização profissional se transforma em obstinação e compulsão.
Estágios
São doze os estágios de Burnout:
  • Necessidade de se afirmar
  • Dedicação intensificada - com predominância da necessidade de fazer tudo sozinho;
  • Descaso com as necessidades pessoais - comer, dormir, sair com os amigos começam a perder o sentido;
  • Recalque de conflitos - o portador percebe que algo não vai bem, mas não enfrenta o problema. É quando ocorrem as manifestações físicas;
  • Reinterpretação dos valores - isolamento, fuga dos conflitos. O que antes tinha valor sofre desvalorização: lazer, casa, amigos, e a única medida da autoestima é o trabalho;
  • Negação de problemas - nessa fase os outros são completamente desvalorizados e tidos como incapazes. Os contatos sociais são repelidos, cinismo e agressão são os sinais mais evidentes;
  • Recolhimento;
  • Mudanças evidentes de comportamento;
  • Despersonalização;
  • Vazio interior;
  • Depressão - marcas de indiferença, desesperança, exaustão. A vida perde o sentido;
  • E, finalmente, a síndrome do esgotamento profissional propriamente dita, que corresponde ao colapso físico e mental. Esse estágio é considerado de emergência e a ajuda médica e psicológica uma urgência.
Sintomas
Os sintomas são variados: fortes dores de cabeça, tonturas, tremores, muita falta de ar, oscilações de humor, distúrbios do sono, dificuldade de concentração, problemas digestivos. Segundo Dr. Jürgen Staedt, diretor da clínica de psiquiatria e psicoterapia do complexo hospitalar Vivantes, em Berlim, parte dos pacientes que o procuram com depressão são diagnosticados com a síndrome do esgotamento profissional. O professor de psicologia do comportamento Manfred Schedlowski, do Instituto Superior de Tecnologia de Zurique (ETH), registra o crescimento de ocorrência de "Burnout" em ambientes profissionais, apesar da dificuldade de diferenciar a síndrome de outros males, pois ela se manifesta de forma muito variada: "Uma pessoa apresenta dores estomacais crônicas, outra reage com sinais depressivos; a terceira desenvolve um transtorno de ansiedade de forma explícita", e acrescenta que já foram descritos mais de 130 sintomas do esgotamento profissional.
Burnout é geralmente desenvolvida como resultado de um período de esforço excessivo no trabalho com intervalos muito pequenos para recuperação, mas alguns consideram que trabalhadores com determinados traços de personalidade (especialmente de neuroses) são mais suscetíveis a adquirir a síndrome. Pesquisadores parecem discordar sobre a natureza desta síndrome. Enquanto diversos estudiosos defendem que burnout refere-se exclusivamente a uma síndrome relacionada à exaustão e ausência de personalização no trabalho, outros percebem-na como um caso especial da depressão clínica mais geral ou apenas uma forma de fadiga extrema (portanto omitindo o componente de despersonalização).
Trabalhadores da área de saúde são freqüentemente propensos ao burnout. Cordes e Doherty (1993), em seu estudo sobre esses profissionais, encontraram que aqueles que tem freqüentes interações intensas ou emocionalmente carregadas com outros estão mais suscetíveis.
Os estudantes são também propensos ao burnout nos anos finais da escolarização básica (ensino médio) e no ensino superior; curiosamente, este não é um tipo de burnout relacionado com o trabalho, talvez isto seja melhor compreendido como uma forma de depressão. Os trabalhos com altos níveis de stress podem ser mais propensos a causar burnout do que trabalhos em níveis normais de stress. Taxistas, bancários, controladores de tráfego aéreo, engenheiros, músicos, professores e artistas parecem ter mais tendência ao burnout do que outros profissionais. Os médicos parecem ter a proporção mais elevada de casos de burnout (de acordo com um estudo recente no Psychological Reports, nada menos que 40% dos médicos apresentavam altos níveis de burnout).
A chamada Síndrome de Burnout é definida por alguns autores como uma das conseqüências mais marcantes do estresse profissional, e se caracteriza por exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional).
O termo Burnout é uma composição de burn=queima e out=exterior, sugerindo assim que a pessoa com esse tipo de estresse consome-se física e emocionalmente, passando a apresentar um comportamento agressivo e irritadiço.
Essa síndrome se refere a um tipo de estresse ocupacional e institucional com predileção para profissionais que mantêm uma relação constante e direta com outras pessoas, principalmente quando esta atividade é considerada de ajuda (médicos, enfermeiros, professores). Outros autores, entretanto, julgam a Síndrome de Burnout algo diferente do estresse genérico. De modo geral, esse quadro é considerado de apatia extrema e desinteresse, não como sinônimo de algum tipo de estresse, mas como uma de suas conseqüências bastante sérias.
De fato, esta síndrome foi observada, originalmente, em profissões predominantemente relacionadas a um contacto interpessoal mais exigente, tais como médicos, psicólogos, carcereiros, assistentes sociais, comerciários, professores, atendentes públicos, enfermeiros, funcionários de departamento pessoal, telemarketing e bombeiros. Hoje, entretanto, as observações já se estendem a todos profissionais que interagem de forma ativa com pessoas, que cuidam ou solucionam problemas de outras pessoas, que obedecem técnicas e métodos mais exigentes, fazendo parte de organizações de trabalho submetidas à avaliações.
Definida como uma reação à tensão emocional crônica gerada a partir do contato direto, excessivo e estressante com o trabalho, essa doença faz com que a pessoa perca a maior parte do interesse em sua relação com o trabalho, de forma que as coisas deixam de ter importância e qualquer esforço pessoal passa a parecer inútil.
Entre os fatores aparentemente associados ao desenvolvimento da Síndrome de Burnout está a pouca autonomia no desempenho profissional, problemas de relacionamento com as chefias, problemas de relacionamento com colegas ou clientes, conflito entre trabalho e família, sentimento de desqualificação e falta de cooperação da equipe.
Alguns autores defendem a Síndrome de Burnout como sendo diferente do estresse, alegam que esta doença envolve atitudes e condutas negativas com relação aos usuários, clientes, organização e trabalho, enquanto o estresse apareceria mais como um esgotamento pessoal com interferência na vida do sujeito e não necessariamente na sua relação com o trabalho. Outros julgam essa Síndrome de Burnout seria a conseqüência mais depressiva do estresse desencadeado pelo trabalho.
                                                         
A Síndrome de Burnout em professores
A burnout de professores é conhecida como uma exaustão física e emocional que começa com um sentimento de desconforto e pouco a pouco aumenta à medida que a vontade de lecionar gradualmente diminui. Sintomaticamente, a burnout geralmente se reconhece pela ausência de alguns fatores motivacionais: energia, alegria, entusiasmo, satisfação, interesse, vontade, sonhos para a vida, idéias, concentração, autoconfiança e humor.
Um estudo feito entre professores que decidiram não retomar os postos nas salas de aula no início do ano escolar na Virgínia, Estados Unidos, revelou que entre as grandes causas de estresse estava a falta de recursos, a falta de tempo, reuniões em excesso, número muito grande de alunos por sala de aula, falta de assistência, falta de apoio e pais hostis. Em uma outra pesquisa, 244 professores de alunos com comportamento irregular ou indisciplinado foram instanciados a determinar como o estresse no trabalho afetava as suas vidas. Estas são, em ordem decrescente, as causas de estresses nesses professores:
  • Políticas inadequadas da escola para casos de indisciplina;
  • Atitude e comportamento dos administradores;
  • Avaliação dos administradores e supervisores;
  • Atitude e comportamento de outros professores e profissionais;
  • Carga de trabalho excessiva;
  • Oportunidades de carreira pouco interessantes;
  • Baixo status da profissão de professor;
  • Falta de reconhecimento por uma boa aula ou por estar ensinando bem;
  • Alunos barulhentos;
  • Lidar com os pais.
Os efeitos do estresse são identificados, na pesquisa, como:
  • Sentimento de exaustão;
  • Sentimento de frustração;
  • Sentimento de incapacidade;
  • Carregar o estresse para casa;
  • Sentir-se culpado por não fazer o bastante;
  • Irritabilidade.
As estratégias utilizadas pelos professores, segundo a pesquisa, para lidar com o estresse são:
  • Realizar atividades de relaxamento;
  • Organizar o tempo e decidir quais são as prioridades;
  • Manter uma dieta balanceada e fazer exercícios;
  • Discutir os problemas com colegas de profissão;
  • Tirar o dia de folga;
  • Procurar ajuda profissional na medicina convencional ou terapias alternativas.
Quando perguntados sobre o que poderia ser feito para ajudar a diminuir o estresse, as estratégias mais mencionadas foram:
  • Dar tempo aos professores para que eles colaborem ou conversem;
  • Prover os professores com cursos e workshops;
  • Fazer mais elogios aos professores, reforçar suas práticas e respeitar seu trabalho;
  • Dar mais assistência;
  • Prover os professores com mais oportunidades para saber mais sobre alunos com comportamentos irregulares e também sobre as opções de programa para o curso;
  • Envolver os professores nas tomadas de decisão da escola e melhorar a comunicação com a escola.
Como se pode ver, o burnout de professores relaciona-se estreitamente com as condições desmotivadoras no trabalho, o que afeta, na maioria dos casos, o desempenho do profissional. A ausência de fatores motivacionais acarreta o estresse profissional, fazendo com que o profissional largue seu emprego, ou, quando nele se mantém, trabalhe sem muito esmero.

Fonte da pesquisa:





























































quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Infância

Bola de gude,
Bolinha de sabão
Banho no açude?
E a resposta é: não!

Não, não, não!
Não faça isso
Não mexa naquilo
Não acredite nisso
Fique tranquilo
É o “bicho papão”!

Infância feliz,
quem diz?
Foi por um triz!

Criança
Cai da bicicleta
não vira atleta
faz cara de pateta!

Salta um muro
Tem medo do escuro
Que destino duro!

Criança pequena
Não dá sossego
Por qualquer coisa
Faz uma cena
Se não ganha um dengo
Vira um problema

Ela fica escondida
Carinha de sofrida
Embaixo da escada?
Que nada!

Criança,
Infância...
Dói? Não dói!
Chora por tudo
Até nos lençóis
Deixa todo mundo mudo
Maluco!

Infância...
Perdida
Achada
Maldita
Amada
Inventada!

Crianças sem pais
Pais sem crianças
Vidas sem esperanças
Crianças com muitas andanças!

Mães bandidas
Crianças feridas
Mães queridas
Crianças protegidas

Infância, que não seja doente
Infância, que seja pacífica
Infância, que não seja fingida
Infância, que seja contente!

Criança, que não seja abandonada
Criança, que seja muito amada
Criança, que não seja maltratada
Criança, que seja bem educada!

Tânia Marques
Fonte da imagem: yukitori.wordpress.com (pesquisa Google imagens infância).

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Lia Menna Barreto



Críticas

Fonte:
"É impossível separar o caráter orgânico das obras de Lia, de sua materialidade. Um nasce do outro simultaneamente. Os sólidos feitos quatro anos atrás resultavam de um processo nitidamente escultórico. Grossos blocos de espuma eram desbastados, esculpidos e, em alguns casos, recebiam em seguida uma coloração escura. A espuma, estrutura dos trabalhos, era apenas carne, sem ossos e pele, uma vez que não recebia revestimento. Daí, embora não aludissem a nenhuma forma viva identificável, eram inevitavelmente associados a organismos.
A nudez estrutural dos sólidos iniciais indicava, virtualmente, um dentro que ainda não existia, porque o trabalho se concluía na carne do material utilizado. As obras agora mostradas demonstram um amadurecimento das entranhas para a superfície das peças que atualmente possuem pele, sendo todas revestidas de tecidos diversos.
Não há no caso nenhuma alteração nos procedimentos escultóricos de antes, que continuam a desempenhar papel estrutural das peças. A novidade reside na adoção de métodos construtivos na feitura da superfície dos objetos. O revestimento da maioria deles resulta na costura de partes, cuja articulação se assemelha à idéia que os construtivistas estabeleceram a respeito da especialidade de seu processo em face da tradição da escultura: seu trabalho decorria da articulação de partes - o que se afastava das técnicas tradicionais desta última, aproximando-os dos métodos de construção da engenharia moderna".

Fernando Cocchiarale

COCCHIARALE, Fernando. Lia Menna Barreto. Galeria: Revista de Arte, São Paulo, n. 23, p. 82, 1990.

"O procedimento normal da artista é seccionar os bonecos, possibilitando novas e múltiplas montagens, como se operasse com a liberdade criativa da fábula, plasmando seus objetos de acordo com jogos lingüísticos, que têm uma ´narrativa´ paralela que é quase um chiste lingüístico. Bom exemplo é um de seus trabalhos mais desconcertantes, em que aglutina um bebê a seu carrinho num só objeto, despejando sua ação corrosiva sobre a dupla significante carrinho-bebê, consagrada pelo hábito.
O espaço condensado, que aglutina formas, criando objetos inesperados, age criticamente sobre uma equação perceptiva cotidiana, automática, de modo a revelar seu absurdo e estranheza. Com o mesmo humor bolas coloridas e partes de bonecas se juntam em Boneca Acrobata. Em Ordem Noturna, Lia permuta partes de bonecos com corpo de pelúcia, resultando em aleijões que lembram o gosto pelo grotesco nos circos ou mesmo em cortes antigos, onde anões deformados eram ciosamente mantidos para deleite geral. Para a artista, essas deformações lembram a ordem oculta do mundo, a ordem noturna, ou ainda o universo do não dito, dos automatismos perceptivos e das incongruências afetivas".

Carlos E. Uchôa Fagundes

FAGUNDES, Carlos E. Uchôa. Lia Menna Barreto e a ordem oculta do mundo. In: Salão Arte Pará, 14, Belém, 1995.

"Lia Menna Barreto confronta-se com imagens de representação e simulacros do afeto. Sua obra tem em conta a capacidade do brinquedo de ativação do imaginário infantil e, agora, por seu uso, recuperar essa possibilidade do jogo afetivo. Arte, diz-nos Argan, é um momento preciso de relação de alteridade, momento em que o Outro colhe significados na estrutura significante, a obra de arte, constituída pelo artista. Brinquedo e arte - estamos diante não de duplos, mas de instâncias do real.
Não se trata, ademais, de um processo de monstrificação por meio da brutalização dos brinquedos. E em nenhum momento Menna Barreto parece estar interessada em que brinquedos se reduzam a metáforas antropomórficas. O que lhe interessa, de fato, são as possibilidades de, em trabalhando com brinquedos, intervir numa ordem dos objetos e operar no campo da falência da razão e de sua crise. Lia Menna Barreto trabalha, pois, sobre o campo dos desejos. O caráter abjeto de algumas de suas obras aponta ainda para uma economia da ordem simbólica. Uma sobrecarga do inconsciente circula nos meandros de uma funcionalidade em pânico. A matéria abjeta produz significados no processo de formação da subjetividade. Na obra, o brinquedo revela-se, então, como jogo de linguagem. Na obra de Menna Barreto, a experiência é a do desaprendizado e da transgressão. A crise, mais precisamente, é a do próprio sujeito".

Paulo Herkenhoff

HERKENHOFF, Paulo. Quase brinquedos de Lia Menna Barreto. In: BARRETO, Lia Menna. Lia Menna Barreto: ordem noturna. Rio de Janeiro: Thomas Cohn Arte Contemporânea, 1995.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Tatiana Vinhais: talento e graça!

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