Traduzir-se, como incita o poema citado no post anterior, ou decifrar-se são palavras difíceis para o ser humano espelhar-se, uma vez que todos nós somos, de certa forma e em certa medida, uma incógnita. Às vezes, somos "x", outras "y", não importa, somos paradoxais, contraditórios, imprevisíveis ou não. Essa dualidade do "ser humano" vem seguindo duas lógicas de raciocínio através dos tempos: antropocentrismo x teocentrismo. Esses dois eixos atravessam a história da literatura, a história da humanidade e as nossas vidas (ainda). Temos uma parte racional e outra emocional. Acreditamos ou não em Deus, representamos o "bem" ou o "mal". Mas há coisas que estão, citando Nietzsche, "muito além do bem e do mal", muito distantes desse maniqueísmo fajuto forjado pelo homo nada sapiens. E é para elas que devemos nos deslocar a fim de sermos e fazermos os outros felizes. Basicamente, devemos pensar e agir, tendo como base as seguintes palavras: união, todo, solidariedade, companheirismo, cooperativismo, igualdade, humanidade, fraternidade e liberdade. Dessa maneira, provavelmente, consigamos nos traduzirmos e nos decifrarmos em estado de graça, individualmente juntos. As partes não deveriam existir sem formarem um todo, e o todo só existirá se as partes se unirem com essa finalidade. Portanto, não percamos tempo, o planeta está catastroficamente ressentido com o homem, respondendo a este violentamente as agressões sofridas, pode ser que ele não dê essa chance a tempo de sermos felizes na irmandade.
Beijos a todos.
Tânia Marques 19 de maio de 2010
Beijos a todos.
Tânia Marques 19 de maio de 2010
Fonte da imagem: http://ivoguilhon.blogspot.com/



