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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

O pintor Jorge Saes

O artista plástico Jorge Saes

Jorge Saes iniciou na área da pintura há mais de trinta anos, porém só se dedicou exclusivamente a ela nos últimos dez anos. Atualmente reside na cidade de Torres-RS. Trago para vocês duas telas belíssimas pintadas por ele e doadas com carinho para os amigos citados abaixo.

Tela: Paisagem
Óleo sobre tela 70 x 90
Tela doada para Ary Marques Ferreira - Bagé - RS.


Tela: Livros para o Juca
Óleo sobre tela 70 x 90
Tela doada para o Desembargador José Carlos Teixeira Giorgis


Fonte das imagens: Jorge Saes (via caixa de mensagens do Facebook).

domingo, 4 de março de 2012

Sonhos - Jorge Saes


Sonhos... 
Jorge Saes 
Torres-RS/2011
Enquanto há tempo, pergunto:
Como pode o homem negar sua estória?
Ou mesmo esconder, de si, reminiscências?
Como pode renegar, na alma, a dor que o anela?
Como fugir, no desalinho do tempo, as vestes que o mostrarão?
Como se esconder do ontem ou remediar o futuro?
Sempre um alguém  para observar desacertos.
Se O Todo oferece caminhos inevitáveis,
como evitar a luz que desnuda as sombras?
Nas calçadas noturnas, gatos brincaram de caçar ratos.
E o homem, trajado de mendigo, desejou frequentar festas nupciais.
Carente, quis beber, em cristais, gotas de ilusão.
Lágrimas secaram entre promessas e metáforas.
Mas hoje ainda é tempo de esquecer e de lembrar
de preparar o caminho para a última viagem.
Onde a régua, o compasso o esquadro, o prumo, o malho e o cinzel,
mediram orgulhosas pretensões na arte  de esculturar
ângulos desiguais.
Uma gota de mar tentou acariciar a areia.
Mas chegou no limite do último troféu.
O de haver fruído como o orvalho:
das tenras folhas para o ergástulo final, o chão.
Refúgio dos sonhos onde o tudo se transforma em nadas.
Sonhos (II)
O que fiz com meus sonhos?
Para onde os conduzi?
Abandonei-os?
Joguei-os em quarto escuro?
Já nem sei onde buscam moradas.
De vez em quando – aparecem.
Do fundo de algum baú – emergem.
Refletindo imagens - teimam vir à tona.
Sob a luz da realidade - espectros.
Morrem todos os dias.
Jorge Saes/ Torres-RS
Fonte da imagem:

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Mate na Praça, em Bagé/RS


Em 1973, Jorge Saes e um grupo de amigos começaram o (um) Mate na Praça, em Bagé.                                                                                                                            Jorge Saes




Sem muito esforço recordo do ano de 1973, data em que nasceu o Mate na Praça. A relação com José Carlos Teixeira Giorgis tem início quando, aluno do Colégio Estadual Dr. Carlos Kluwe, tive a honra de frequentar suas aulas. O Juca, como gosta de ser reconhecido, lecionava Biologia. Nas mãos, uma caixa de giz e um apagador.   Na lousa verde, deslizando o branco giz, os esquemas trazidos na memória surgiam. Discorrendo sobre fenótipos e genótipos, demonstrando, através do “Quadro de Punnett”, modelos de cruzamentos e as Leis de Mendel, ficávamos em silente aprendizado. Já o conhecia por sua participação na política, antes mesmo daqueles terríveis momentos de exceção que viveu o povo brasileiro. Aprendi a admirá-lo por sua atuação no mundo jurídico, mas o contestava como presidente do arquirrival inimigo vermelho e branco. Como craque de futebol, ao lado de Bochão e Quininho, possuía drible fácil dentro da grande área para concluir o gol, nunca de bico. Para mim, na época, um ser que deveríamos admirar a distância. Mais impossível tornava-se uma aproximação quando ele desfilava em seu flamejante Karmann Ghia verde pelas ruas de nossa Bagé. A vida teima, porém, fazer realizar o que pensamos impossível. Por voltas de 1966, fui trabalhar no Ofício dos Registros Especiais – Títulos, Documentos e Protestos de Títulos, como office boy, para ser, em futuro imediato, um Escrevente Autorizado. Um dia, nesta atividade, fui procurado pelo insigne professor, que também advogava, necessitando realizar uma notificação extrajudicial pelas bandas do Passo das Tropas. Haveria uma dificuldade para a execução do procedimento. Além do difícil acesso, difícil também seria encontrar o destinatário do documento, em seu endereço, no horário normal de funcionamento do cartório. Esclarecendo esta dificuldade, dei conhecimento ao titular do Ofício, nosso saudoso Tito Afonso Fabrício Barbosa, que logo anuiu à realização da visita em excepcionais condições. Dito e feito, marcada a data e o horário, foi realizado o ato sem danos nem perdas para as partes, sem entraves, como interessa a celeridade das coisas públicas. Estabeleceu-se, daí, um clima de confiança entre serventuário e advogado, também professor. Desde esta data, além do laço profissional, aos poucos, fomos cultivando um clima de sincera e cordial amizade, coisa pouco normal neste mundo de tão marcadas diferenças. Os encontros no pátio do Colégio Estadual, nos intervalos das aulas, ou recreio, foram inevitáveis. Somavam presenças naqueles rápidos momentos, João Maia dos Santos, Antoninho Ferreira, Kiwal Parera, Gesner Carvalho, Boaventura Miele da Rosa, o ex-colega Carlai, um craque de bola, dentre outros alunos e professores. Aos sábados pela manhã, Juca dirigia-se à Livraria Previtali, na Avenida Sete de Setembro, sem dúvidas, para colher os últimos lançamentos de livros que se uniriam à sua biblioteca jurídica ou aos clássicos herdados da origem paterna. Desses encontros, ficaram combinados reencontros para as manhãs de domingo. Objetivo? Tomarmos mate. Nas primeiras saídas, aos domingos, por volta da dez da manhã, Juca, já com seu Chevrolet Opala, cor de chocolate e capota de vinil preto, dirigia-se à Avenida Sete de Setembro, número 180. Com o chimarrão pronto, escolhíamos um lugar ao sol, ou à sombra, conforme a temperatura e as condições climáticas, em algum banco de praça. Juca, como sempre, muito assediado por amigos e populares. Alguns se tornaram seguidores. Passamos a receber visitas por saberem horário e local dos encontros domingueiros e em dias feriados. Eis que, oriundo de Porto Alegre, depois Dom Pedrito, ainda acadêmico de direito, Jorge Chagas associa-se ao grupo. Depois de alguns voejos, ficou resolvido que a Praça da Matriz  seria o palco central das conversas aleatórias ao sabor do doce amargo que aquece a vida. Em poucas palavras, assim foi que aconteceu a gestação e o nascimento do primeiro grupo. José Walter Maciel Lopes, ainda acadêmico de direito, agrega-se para se tornar mantenedor e incentivador, um pouco mais tarde. Vem, a seguir, Valdir Alves Ramos, Ito Carvalho, atual coordenador dos trabalhos, Edmundo Castilhos Rodrigues, Claudiram Nunes, Fernando Giorgis. Às vezes, faziam presenças o Dr. George Teixeira Giorgis, Décio Lahorgue, os irmãos Ferraz e tantos outros.  Notabilizou-se o Mate na Praça por ser um ponto de encontros e reencontros de amigos e parentes que chegam à Bagé. Recebemos muitas visitas. Por lá estivemos desde o início até l995, aproximadamente, com os aprestos - cuia, bomba, erva-mate e garrafas térmicas. José Walter também possuía sua estrutura. Mantemos guardada a primeira cuia com bocal de prata, testemunha desta narrativa, que, passada de mão em mão, foi transferindo o calor e a energia para solidificar uma instituição, “O Mate na Praça”.
Fonte: 
Texto escrito por Jorge Saes e enviado para o meu e-mail, juntamente com as fotos acima.



terça-feira, 22 de março de 2011

"O amor cobre uma multidão de pecados". (I-Pedro, 4:8)

  
Por Jorge Saes ( * )

O que responderiam hoje, os espíritas, se perguntados pelas razões que levaram Mônica a orar, por anos, pela conversão de seu filho amado, Agostinho? Certamente que se esta pergunta fosse proferida em uma oficina de trabalho realizada dentro do Movimento Espírita, uma mão mais afoita se levantaria para, depressa, responder: “O AMOR”. Sim! Sem dúvidas, concordaríamos: o amor. Trazemos as respostas na ponta da língua, estagiários do aprendizado teórico na atual escala da evolução coercitiva. Quando, porém, chamados ao pleno exercício do conhecimento na escola da vida, na exigência constante na interação social, nos grupos ou casas que fomos levados pela ação da própria lei, a resposta, que ontem foi imediata, hoje poderá mostrar-se lenta, e às vezes tarda em sua execução. E isso poderá ocorrer por possível erro de interpretação das lições e dos princípios básicos da Doutrina dos Espíritos. O Espírito Eros, por Divaldo Pereira Franco, no opúsculo: “Em algum lugar no futuro”, disserta sobre a vida de um homem que se considerava “Mestre” – um enviado - verdadeiro missionário das esferas superiores – pronto para iluminar os pensamentos do plano terrestre. Em um dos capítulos, sobre o “Conhecimento Sem Amor”, relata a seguinte estória: “O mestre, recolhido em meditação, assemelhava-se a uma flor de lótus em pleno desabrochar. Ensinando, o canto da sua voz evocava o ciclo da brisa nas folhagens umedecidas pelo sereno da noite. Os discípulos, à sua volta, enterneciam-se, aprendendo a conquistar o caminho da elevação”. Segue o Espírito Eros, apresentando o dedicado homem que, não desprezando oportunidade alguma para ensinar, propôs uma caminhada pelos arredores da cidade para demonstrar aos aprendizes, ao vivo, “A Lei de Justiça” trabalhando vidas rebeldes. No caminho, depararam-se com várias realidades. Encontrando um irmão desprovido da luz em seus olhos, ensinou: “Aquele cego recupera, na sombra, o mau uso da visão em outra vida”. Adiante, “este paralítico educa as pernas que o levaram ao crime noutra existência. Este imbecil recompõe a mente que explorou e vilipendiou em jornada pretérita. Os esfaimados, que se entredevoram, nos montes de lixo, ali, buscando detritos para se alimentarem, disciplinam os estômagos viciados pelos excessos”...enfim. Ante o quadro comovedor, um jovem discípulo, sensibilizado pelo amor que lhe brotava na alma sonhadora, interrogou: - “Não poderíamos fazer algo em favor desses infelizes que, afinal, são nossos irmãos?” A resposta, por lógica, a teríamos prontamente, à luz do evangelho de Jesus. Mas não foi a que pensamos. Foi outra, como veremos: - “De forma alguma – bradou o homem que sabia. – Eles resgatam e devem sofrer o mal que fizeram. Ajudá-los, seria prejudicar o cumprimento das leis...Deixemo-los e cuidemos de evoluir, em nossa meditação e abandono do mundo...” Diz-nos o Espírito Eros: “O séquito prosseguiu, e o tempo venceu o ciclo das horas. O mestre morreu, e um dia, não obstante houvesse conhecido a técnica da reencarnação, volveu ao proscênio terrestre, sob dificuldades morais e mentais muito severas, como decorrente do egoísmo que minava as fibras da alma e da indiferença pela dor do próximo, que lhe enregelava o sentimento”. É constante no meio espírita sentirmos por vibrações, entre palavras, pensamentos neste mesmo sentido: “Que se cumpra a lei – seu estado atual é este! É por sua própria culpa! Deixemo-lo à própria sorte! O sofrimento faz parte de seu aprendizado! Terá que beber no cálice da vida o sabor do suco amargo de atos de seu passado menos feliz” – é o libelo - é a sentença. Com Mateus, Cap. 9:13, porém, não foram estas as palavras de Jesus, mas outras: “Ide, porém, e aprendei o que significa: misericórdia quero e não sacrifício...”


(*) Bageense radicado em Torres-RS.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Torres, a mais bela praia


Tentando descrever Torres, lembrei as primeiras sensações sentidas quando, inda jovem, do alto de uma de suas falésias, hoje conhecida como Morro do Farol, alonguei meus olhos para dois infinitos horizontes. De onde nasce o sol, vi chegarem ondas que se debruçavam sobre a costa, vezes, procurando abrigos em suas inúmeras furnas, ou espalhando espumas brancas sobre a areia fina; noutras, medindo forças contra as milenares rochas vulcânicas que oferecem diferentes sons na musicalidade das cordas dos ventos sul e nordeste. Para onde o sol se põe, vi vespertinas claridades se aninharem por detrás da serra, que se veste, nos dias de luz, de claro azul, mostrando curvas e contornos a se desdobrarem em desenhos inimagináveis.
A serra e o mar se casam ao cair da tarde - espetacular festa de cores. É da serra – é de lá – tenho certeza – onde existe algo ou alguém a produzir diferentes luzes e tonalidades para enfeitar as nuvens a se debruçarem do outro lado, onde tudo começa e termina. São tantas e tantas as cores, que não as consigo descrever. Seria necessário me socorrer da sensibilidade de um artista plástico celestial, para que, em seus óleos sobre tela me ensine como nascem e como são combinadas as nuances das tardes transluminosas, transportando nuvens que não são só brancas, mas que refletem, em contrastes, um colorido dourado, argênteo, topázio, verde, azul, alizarina ou a cor da púrpura que adornou palácios, dignidades e realezas.
Suas areias brancas viajam ao sabor natural do vento guardando segredos onde se aninham casais enamorados perpetuando a fauna, a flora e onduladas formas de vida.
Torres, não é só uma praia. É muito mais. É tudo o que a natureza pode oferecer em beleza e frescor. É mata nativa, é pureza na brisa, no ar canalizado do Parque da Guarita aos pulmões jovens ou cansados pela canga do tempo procurando repouso.
Torres é um lugar para se viver, criar e partir na serenidade da paz que o tempo vai, aos poucos, construindo e levando para as sadias dimensões dos que souberam ver, sentir e amar.
Jorge Saes
Torres – RS.
Natural de Bagé.
61 anos de idade, casado, três filhos.
Formado em Ciências Juríricas e Sociais.
Espírita, escritor e artista plástico.


Fonte das imagens:

domingo, 5 de dezembro de 2010

Uma parte de mim


Hoje, ao acordar, parecia haver ocupado
somente uma parte do meu corpo.
Os pensamentos haviam ficado em algum lugar.
Assim como acreditavam os indígenas que,
quando cansados pela caminhada infrene
se deixavam cair ao solo para esperar
sua alma que havia ficado para trás, eu me abandonei.
Esta pequena parte desejou sair para buscar um lugar onde
corresse uma brisa suave para sentir beleza e significado.
Tentando despertar – plantou rosas na areia da praia...

Jorge Saes
Torres – RS.
Natural de Bagé.
61 anos de idade, casado, três filhos.
Formado em Ciências Juríricas e Sociais.
Espírita, escritor e artista plástico.

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