segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A fotografia como arte

A discussão sobre se a fotografia é arte ou não é longa e envolve uma diversidade de opiniões. De acordo com Barthes, muitos não a consideram arte, por ser facilmente produzida e reproduzida, mas a sua verdadeira alma está em interpretar a realidade, não apenas copiá-la. Nela há uma série de símbolos organizados pelo artista e o receptor os interpreta e os completa com mais símbolos de seu repertório.
Fazer fotografia não é apenas apertar o disparador. Tem de haver sensibilidade, registrando um momento único, singular. O fotógrafo recria o mundo externo através da realidade estética. Em um mundo dominado pela comunicação visual, a fotografia só vem para acrescentar, pode ser ou não arte, tudo depende do contexto, do momento, dos ícones envolvidos na imagem. Cabe ao observador interpretar a imagem, acrescentar a ela seu repertório e sentimento.
"Fotografar é colocar na mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração". 
Henri Cartier-Bresson
Fonte do texto: Wikipédia
Fonte da imagem: Tânia Marques

Sérgio Coirolo: múltipla expressão do belo

Indiscutivelmente ele figura entre os grandes nomes da arte contemporânea, trata-se do arquiteto e virtuoso artista plástico Sérgio Coirolo. As obras do artista estão espalhadas pelo Brasil e mundo afora, em galerias, coleções particulares e, as que podemos considerar colossais, ao ar livre. Cidades como Florianópolis, Bagé, Dom Pedrito, Cruz Alta, Mostardas, Melo (Uruguai), Palmeira das Missões, Aceguá e Trás-os-Montes, em Portugal, tem a honra de possuir trabalhos do magnífico artista gaúcho.
Para se ter uma idéia da abrangência artística de Coirolo, ele foi convidado a expor em Florença, Itália, berço do Renascimento Artístico e a "Meca" da arte escultural. Entre as fantásticas obras do artista (ele já criou mais de cinquenta bustos) destaque para o "Monumento a José Carlos Duax", em Canasvieiras, "A Namorada" localizada em frente ao Resort II Campanário, "O Bandeneon" e "Vila d'ouro" em Jurerê Internacional... E o que dizer do "Monumento à Paz Farroupilha" situado na entrada de Dom Pedrito? Os dois cavalos montados por um republicano e um soldado imperial são de concreto e pesam mais de 2,4 mil quilos! A extraordinária criação representa a paz, já que foi Dom Pedrito o cenário para a assinatura do Tratado de Ponche Verde, que pôs fim à Revolução Farroupilha. Sérgio Coirolo é isso, a personificação do talento artístico em sua mais elevada acepção. O Rio Grande do Sul deve se orgulhar de ter entre seus filhos este gigante das artes plásticas.

Observação: Todas as imagens aqui registradas foram gentilmente cedidas a mim, por e-mail, expressando o desejo dessa publicação pelo seu autor.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Ser cidadão

"Ser cidadão não é viver em sociedade, é transformá-la." Augusto Boal
 Fonte da imagem: Google
Charles Chaplin - Tempos Modernos

domingo, 5 de dezembro de 2010

"NORA: Practice Makes Purr-fect" - Check the sequel too.

Uma parte de mim


Hoje, ao acordar, parecia haver ocupado
somente uma parte do meu corpo.
Os pensamentos haviam ficado em algum lugar.
Assim como acreditavam os indígenas que,
quando cansados pela caminhada infrene
se deixavam cair ao solo para esperar
sua alma que havia ficado para trás, eu me abandonei.
Esta pequena parte desejou sair para buscar um lugar onde
corresse uma brisa suave para sentir beleza e significado.
Tentando despertar – plantou rosas na areia da praia...

Jorge Saes
Torres – RS.
Natural de Bagé.
61 anos de idade, casado, três filhos.
Formado em Ciências Juríricas e Sociais.
Espírita, escritor e artista plástico.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Piercing no dente



Como eu já uso um piercing de cristal no dente há vários anos, resolvi compartilhar com vocês a beleza desse trabalho estético-bucal. Inclusive, acabei de trocar meu piercing antigo por outro novo, e a minha dentista colocou-o em outro dente. Ficou um charme só!

Tânia Marques  04 de dezembro de 2010

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Para recordar: "You Make Me Feel Brand New"

CHAPA

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Dia da Consciência Negra

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Para o Márcio, minha alma gêmea

Não me importa o tempo passando,
Os teus cabelos longos, nunca mais, talvez!
O que me prende a ti, não é questão de pele
É de alma...

Tânia Marques 12/03/2010



Fonte da imagem:
ladysbugwhispers.blogs.sapo.pt/.../2004_09.html

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Fotografias panorâmicas em 360°

Lindas demais!!!

Síndrome de Burnout


 A síndrome de Burnout (do inglês to burn out, queimar por completo), também chamada de síndrome do esgotamento profissional, foi assim denominada pelo psicanalista nova-iorquino, Freudenberger, após constatá-la em si mesmo, no início dos anos 1970. A dedicação exagerada à atividade profissional é uma característica marcante de Burnout, mas não a única. O desejo de ser o melhor e sempre demonstrar alto grau de desempenho é outra fase importante da síndrome: o portador de Burnout mede a autoestima pela capacidade de realização e sucesso profissional. O que tem início com satisfação e prazer, termina quando esse desempenho não é reconhecido. Nesse estágio, necessidade de se afirmar, o desejo de realização profissional se transforma em obstinação e compulsão.
Estágios
São doze os estágios de Burnout:
  • Necessidade de se afirmar
  • Dedicação intensificada - com predominância da necessidade de fazer tudo sozinho;
  • Descaso com as necessidades pessoais - comer, dormir, sair com os amigos começam a perder o sentido;
  • Recalque de conflitos - o portador percebe que algo não vai bem, mas não enfrenta o problema. É quando ocorrem as manifestações físicas;
  • Reinterpretação dos valores - isolamento, fuga dos conflitos. O que antes tinha valor sofre desvalorização: lazer, casa, amigos, e a única medida da autoestima é o trabalho;
  • Negação de problemas - nessa fase os outros são completamente desvalorizados e tidos como incapazes. Os contatos sociais são repelidos, cinismo e agressão são os sinais mais evidentes;
  • Recolhimento;
  • Mudanças evidentes de comportamento;
  • Despersonalização;
  • Vazio interior;
  • Depressão - marcas de indiferença, desesperança, exaustão. A vida perde o sentido;
  • E, finalmente, a síndrome do esgotamento profissional propriamente dita, que corresponde ao colapso físico e mental. Esse estágio é considerado de emergência e a ajuda médica e psicológica uma urgência.
Sintomas
Os sintomas são variados: fortes dores de cabeça, tonturas, tremores, muita falta de ar, oscilações de humor, distúrbios do sono, dificuldade de concentração, problemas digestivos. Segundo Dr. Jürgen Staedt, diretor da clínica de psiquiatria e psicoterapia do complexo hospitalar Vivantes, em Berlim, parte dos pacientes que o procuram com depressão são diagnosticados com a síndrome do esgotamento profissional. O professor de psicologia do comportamento Manfred Schedlowski, do Instituto Superior de Tecnologia de Zurique (ETH), registra o crescimento de ocorrência de "Burnout" em ambientes profissionais, apesar da dificuldade de diferenciar a síndrome de outros males, pois ela se manifesta de forma muito variada: "Uma pessoa apresenta dores estomacais crônicas, outra reage com sinais depressivos; a terceira desenvolve um transtorno de ansiedade de forma explícita", e acrescenta que já foram descritos mais de 130 sintomas do esgotamento profissional.
Burnout é geralmente desenvolvida como resultado de um período de esforço excessivo no trabalho com intervalos muito pequenos para recuperação, mas alguns consideram que trabalhadores com determinados traços de personalidade (especialmente de neuroses) são mais suscetíveis a adquirir a síndrome. Pesquisadores parecem discordar sobre a natureza desta síndrome. Enquanto diversos estudiosos defendem que burnout refere-se exclusivamente a uma síndrome relacionada à exaustão e ausência de personalização no trabalho, outros percebem-na como um caso especial da depressão clínica mais geral ou apenas uma forma de fadiga extrema (portanto omitindo o componente de despersonalização).
Trabalhadores da área de saúde são freqüentemente propensos ao burnout. Cordes e Doherty (1993), em seu estudo sobre esses profissionais, encontraram que aqueles que tem freqüentes interações intensas ou emocionalmente carregadas com outros estão mais suscetíveis.
Os estudantes são também propensos ao burnout nos anos finais da escolarização básica (ensino médio) e no ensino superior; curiosamente, este não é um tipo de burnout relacionado com o trabalho, talvez isto seja melhor compreendido como uma forma de depressão. Os trabalhos com altos níveis de stress podem ser mais propensos a causar burnout do que trabalhos em níveis normais de stress. Taxistas, bancários, controladores de tráfego aéreo, engenheiros, músicos, professores e artistas parecem ter mais tendência ao burnout do que outros profissionais. Os médicos parecem ter a proporção mais elevada de casos de burnout (de acordo com um estudo recente no Psychological Reports, nada menos que 40% dos médicos apresentavam altos níveis de burnout).
A chamada Síndrome de Burnout é definida por alguns autores como uma das conseqüências mais marcantes do estresse profissional, e se caracteriza por exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional).
O termo Burnout é uma composição de burn=queima e out=exterior, sugerindo assim que a pessoa com esse tipo de estresse consome-se física e emocionalmente, passando a apresentar um comportamento agressivo e irritadiço.
Essa síndrome se refere a um tipo de estresse ocupacional e institucional com predileção para profissionais que mantêm uma relação constante e direta com outras pessoas, principalmente quando esta atividade é considerada de ajuda (médicos, enfermeiros, professores). Outros autores, entretanto, julgam a Síndrome de Burnout algo diferente do estresse genérico. De modo geral, esse quadro é considerado de apatia extrema e desinteresse, não como sinônimo de algum tipo de estresse, mas como uma de suas conseqüências bastante sérias.
De fato, esta síndrome foi observada, originalmente, em profissões predominantemente relacionadas a um contacto interpessoal mais exigente, tais como médicos, psicólogos, carcereiros, assistentes sociais, comerciários, professores, atendentes públicos, enfermeiros, funcionários de departamento pessoal, telemarketing e bombeiros. Hoje, entretanto, as observações já se estendem a todos profissionais que interagem de forma ativa com pessoas, que cuidam ou solucionam problemas de outras pessoas, que obedecem técnicas e métodos mais exigentes, fazendo parte de organizações de trabalho submetidas à avaliações.
Definida como uma reação à tensão emocional crônica gerada a partir do contato direto, excessivo e estressante com o trabalho, essa doença faz com que a pessoa perca a maior parte do interesse em sua relação com o trabalho, de forma que as coisas deixam de ter importância e qualquer esforço pessoal passa a parecer inútil.
Entre os fatores aparentemente associados ao desenvolvimento da Síndrome de Burnout está a pouca autonomia no desempenho profissional, problemas de relacionamento com as chefias, problemas de relacionamento com colegas ou clientes, conflito entre trabalho e família, sentimento de desqualificação e falta de cooperação da equipe.
Alguns autores defendem a Síndrome de Burnout como sendo diferente do estresse, alegam que esta doença envolve atitudes e condutas negativas com relação aos usuários, clientes, organização e trabalho, enquanto o estresse apareceria mais como um esgotamento pessoal com interferência na vida do sujeito e não necessariamente na sua relação com o trabalho. Outros julgam essa Síndrome de Burnout seria a conseqüência mais depressiva do estresse desencadeado pelo trabalho.
                                                         
A Síndrome de Burnout em professores
A burnout de professores é conhecida como uma exaustão física e emocional que começa com um sentimento de desconforto e pouco a pouco aumenta à medida que a vontade de lecionar gradualmente diminui. Sintomaticamente, a burnout geralmente se reconhece pela ausência de alguns fatores motivacionais: energia, alegria, entusiasmo, satisfação, interesse, vontade, sonhos para a vida, idéias, concentração, autoconfiança e humor.
Um estudo feito entre professores que decidiram não retomar os postos nas salas de aula no início do ano escolar na Virgínia, Estados Unidos, revelou que entre as grandes causas de estresse estava a falta de recursos, a falta de tempo, reuniões em excesso, número muito grande de alunos por sala de aula, falta de assistência, falta de apoio e pais hostis. Em uma outra pesquisa, 244 professores de alunos com comportamento irregular ou indisciplinado foram instanciados a determinar como o estresse no trabalho afetava as suas vidas. Estas são, em ordem decrescente, as causas de estresses nesses professores:
  • Políticas inadequadas da escola para casos de indisciplina;
  • Atitude e comportamento dos administradores;
  • Avaliação dos administradores e supervisores;
  • Atitude e comportamento de outros professores e profissionais;
  • Carga de trabalho excessiva;
  • Oportunidades de carreira pouco interessantes;
  • Baixo status da profissão de professor;
  • Falta de reconhecimento por uma boa aula ou por estar ensinando bem;
  • Alunos barulhentos;
  • Lidar com os pais.
Os efeitos do estresse são identificados, na pesquisa, como:
  • Sentimento de exaustão;
  • Sentimento de frustração;
  • Sentimento de incapacidade;
  • Carregar o estresse para casa;
  • Sentir-se culpado por não fazer o bastante;
  • Irritabilidade.
As estratégias utilizadas pelos professores, segundo a pesquisa, para lidar com o estresse são:
  • Realizar atividades de relaxamento;
  • Organizar o tempo e decidir quais são as prioridades;
  • Manter uma dieta balanceada e fazer exercícios;
  • Discutir os problemas com colegas de profissão;
  • Tirar o dia de folga;
  • Procurar ajuda profissional na medicina convencional ou terapias alternativas.
Quando perguntados sobre o que poderia ser feito para ajudar a diminuir o estresse, as estratégias mais mencionadas foram:
  • Dar tempo aos professores para que eles colaborem ou conversem;
  • Prover os professores com cursos e workshops;
  • Fazer mais elogios aos professores, reforçar suas práticas e respeitar seu trabalho;
  • Dar mais assistência;
  • Prover os professores com mais oportunidades para saber mais sobre alunos com comportamentos irregulares e também sobre as opções de programa para o curso;
  • Envolver os professores nas tomadas de decisão da escola e melhorar a comunicação com a escola.
Como se pode ver, o burnout de professores relaciona-se estreitamente com as condições desmotivadoras no trabalho, o que afeta, na maioria dos casos, o desempenho do profissional. A ausência de fatores motivacionais acarreta o estresse profissional, fazendo com que o profissional largue seu emprego, ou, quando nele se mantém, trabalhe sem muito esmero.

Fonte da pesquisa:





























































quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Infância

Bola de gude,
Bolinha de sabão
Banho no açude?
E a resposta é: não!

Não, não, não!
Não faça isso
Não mexa naquilo
Não acredite nisso
Fique tranquilo
É o “bicho papão”!

Infância feliz,
quem diz?
Foi por um triz!

Criança
Cai da bicicleta
não vira atleta
faz cara de pateta!

Salta um muro
Tem medo do escuro
Que destino duro!

Criança pequena
Não dá sossego
Por qualquer coisa
Faz uma cena
Se não ganha um dengo
Vira um problema

Ela fica escondida
Carinha de sofrida
Embaixo da escada?
Que nada!

Criança,
Infância...
Dói? Não dói!
Chora por tudo
Até nos lençóis
Deixa todo mundo mudo
Maluco!

Infância...
Perdida
Achada
Maldita
Amada
Inventada!

Crianças sem pais
Pais sem crianças
Vidas sem esperanças
Crianças com muitas andanças!

Mães bandidas
Crianças feridas
Mães queridas
Crianças protegidas

Infância, que não seja doente
Infância, que seja pacífica
Infância, que não seja fingida
Infância, que seja contente!

Criança, que não seja abandonada
Criança, que seja muito amada
Criança, que não seja maltratada
Criança, que seja bem educada!

Tânia Marques
Fonte da imagem: yukitori.wordpress.com (pesquisa Google imagens infância).

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Lia Menna Barreto



Críticas

Fonte:
"É impossível separar o caráter orgânico das obras de Lia, de sua materialidade. Um nasce do outro simultaneamente. Os sólidos feitos quatro anos atrás resultavam de um processo nitidamente escultórico. Grossos blocos de espuma eram desbastados, esculpidos e, em alguns casos, recebiam em seguida uma coloração escura. A espuma, estrutura dos trabalhos, era apenas carne, sem ossos e pele, uma vez que não recebia revestimento. Daí, embora não aludissem a nenhuma forma viva identificável, eram inevitavelmente associados a organismos.
A nudez estrutural dos sólidos iniciais indicava, virtualmente, um dentro que ainda não existia, porque o trabalho se concluía na carne do material utilizado. As obras agora mostradas demonstram um amadurecimento das entranhas para a superfície das peças que atualmente possuem pele, sendo todas revestidas de tecidos diversos.
Não há no caso nenhuma alteração nos procedimentos escultóricos de antes, que continuam a desempenhar papel estrutural das peças. A novidade reside na adoção de métodos construtivos na feitura da superfície dos objetos. O revestimento da maioria deles resulta na costura de partes, cuja articulação se assemelha à idéia que os construtivistas estabeleceram a respeito da especialidade de seu processo em face da tradição da escultura: seu trabalho decorria da articulação de partes - o que se afastava das técnicas tradicionais desta última, aproximando-os dos métodos de construção da engenharia moderna".

Fernando Cocchiarale

COCCHIARALE, Fernando. Lia Menna Barreto. Galeria: Revista de Arte, São Paulo, n. 23, p. 82, 1990.

"O procedimento normal da artista é seccionar os bonecos, possibilitando novas e múltiplas montagens, como se operasse com a liberdade criativa da fábula, plasmando seus objetos de acordo com jogos lingüísticos, que têm uma ´narrativa´ paralela que é quase um chiste lingüístico. Bom exemplo é um de seus trabalhos mais desconcertantes, em que aglutina um bebê a seu carrinho num só objeto, despejando sua ação corrosiva sobre a dupla significante carrinho-bebê, consagrada pelo hábito.
O espaço condensado, que aglutina formas, criando objetos inesperados, age criticamente sobre uma equação perceptiva cotidiana, automática, de modo a revelar seu absurdo e estranheza. Com o mesmo humor bolas coloridas e partes de bonecas se juntam em Boneca Acrobata. Em Ordem Noturna, Lia permuta partes de bonecos com corpo de pelúcia, resultando em aleijões que lembram o gosto pelo grotesco nos circos ou mesmo em cortes antigos, onde anões deformados eram ciosamente mantidos para deleite geral. Para a artista, essas deformações lembram a ordem oculta do mundo, a ordem noturna, ou ainda o universo do não dito, dos automatismos perceptivos e das incongruências afetivas".

Carlos E. Uchôa Fagundes

FAGUNDES, Carlos E. Uchôa. Lia Menna Barreto e a ordem oculta do mundo. In: Salão Arte Pará, 14, Belém, 1995.

"Lia Menna Barreto confronta-se com imagens de representação e simulacros do afeto. Sua obra tem em conta a capacidade do brinquedo de ativação do imaginário infantil e, agora, por seu uso, recuperar essa possibilidade do jogo afetivo. Arte, diz-nos Argan, é um momento preciso de relação de alteridade, momento em que o Outro colhe significados na estrutura significante, a obra de arte, constituída pelo artista. Brinquedo e arte - estamos diante não de duplos, mas de instâncias do real.
Não se trata, ademais, de um processo de monstrificação por meio da brutalização dos brinquedos. E em nenhum momento Menna Barreto parece estar interessada em que brinquedos se reduzam a metáforas antropomórficas. O que lhe interessa, de fato, são as possibilidades de, em trabalhando com brinquedos, intervir numa ordem dos objetos e operar no campo da falência da razão e de sua crise. Lia Menna Barreto trabalha, pois, sobre o campo dos desejos. O caráter abjeto de algumas de suas obras aponta ainda para uma economia da ordem simbólica. Uma sobrecarga do inconsciente circula nos meandros de uma funcionalidade em pânico. A matéria abjeta produz significados no processo de formação da subjetividade. Na obra, o brinquedo revela-se, então, como jogo de linguagem. Na obra de Menna Barreto, a experiência é a do desaprendizado e da transgressão. A crise, mais precisamente, é a do próprio sujeito".

Paulo Herkenhoff

HERKENHOFF, Paulo. Quase brinquedos de Lia Menna Barreto. In: BARRETO, Lia Menna. Lia Menna Barreto: ordem noturna. Rio de Janeiro: Thomas Cohn Arte Contemporânea, 1995.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Tatiana Vinhais: talento e graça!

domingo, 31 de outubro de 2010

Tributo à Frida Kahlo

                                        Meu vestido pendurado ali - Frida Kahlo

Frida Kahlo foi uma artista única, para muitos é considerada a pintora do século. Apesar de seu pouco tempo de vida, nos deixou obras magníficas e intrigantes.

Frida Nasceu em 1907, no México, mas gostava de declarar-se filha da revolução ao dizer que havia nascido em 1910. Sua vida sempre foi marcada por grandes tragédias; aos seis anos contraiu poliomelite, o que a deixou coxa. Já havia superado essa deficiência quando o ônibus em que passeava chocou-se contra um bonde. Ela sofreu multiplas fraturas e uma barra de ferro atravessou-a entrando pela bacia e saindo pela vagina. Por causa deste último fez várias cirurgias e ficou muito tempo presa em uma cama.

Começou a pintar durante a convalescença, quando a mãe pendurou um espelho em cima de sua cama. Frida sempre pintou a si mesma: "Eu pinto-me porque estou muitas vezes sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor". Suas angustias, suas vivências, seus medos e principalmente seu amor pelo marido Diego Rivera.

A sua vida com o marido sempre foi bastante tumultuada. Diego tinha muitas amantes e Frida não ficava atrás, compensava as traições do marido com amantes de ambos os sexos. A maior dor de Frida foi a impossibilidade de ter filhos (embora tenha engravidado mais de uma vez, as seqüelas do acidente a impossibilitaram de levar uma gestação até o final), o que ficou claro em muitos dos seus quadros.

Os seus quadros refletiam o momento pelo qual passava e, embora fossem bastante "fortes", não eram surrealistas: "Pensaram que eu era surrealista, mas nunca fui. Nunca pintei sonhos, só pintei minha própria realidade". Frida contraiu uma pneumonia e morreu em 1954 de embolia pulmonar, mas no seu diário a última frase causa dúvidas: "Espero alegremente a saída - e espero nunca mais voltar - Frida". Talvez Frida não suportasse mais.

Fonte da imagem: Google













segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Jean-Michel Basquiat

Jean-Michel Basquiat (22 de dezembro 1960, Brooklyn, Nova Iorque - 12 de agosto de 1988, Nova Iorque) foi um artista americano. Ele ganhou popularidade primeiro como um grafiteiro na cidade onde nasceu e então como neo-expressionista. As pinturas de Basquiat ainda são influência para vários artistas e costumam atingir preços altos em leilões de arte. Morto de overdose aos 27 anos, Basquiat registrou na sua pintura (quase grafite) angústias e expressões que fazem parte do cotidiano de alguns jovens.

Fonte das imagens: Imagens Google

domingo, 24 de outubro de 2010

Decida-se

Em toda a bifurcação há dois caminhos. Obviamente, decida-se!
As escolhas fazem parte da nossa inteligência e da nossa capacidade de ponderação. Procuremos usar o bom senso, pesar os dois lados da mesma moeda diante da dúvida. Se perdermos essa possibilidade é por que nos deixamos dominar pelo medo. O fracasso anda de mãos dadas com o temor excessivo. Há que se ter coragem e determinação em certos momentos de nossas vidas, para que eles venham a sintetizar novas opções e ousadias. Do poder de decisão, depende o nosso estágio de libertação em vários sentidos. Por isso, não fique em cima do muro nunca, decida-se!

Beijos.

Tânia Marques

sábado, 23 de outubro de 2010

Third of Life

Third of Life



 
A Weather - Third of Life from Team Love on Vimeo.
Muito triste e lindo esse vídeo.

Aerosmith - Cryin'



Essa música é maravilhosa!

Bon Jovi é demais! Always

domingo, 17 de outubro de 2010

Rabiscos de Andressa Pacheco Lawisch

Andressa Pacheco Lawisch - Estudante de Belas Artes da UFRGS.
Fotos: Arquivo pessoal.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

.poema duvidoso.

.um poema é sempre duvidoso
quando o poeta ignora
que o dia vira noite
e a noite escurece o dia.

.rodam moinhos florestais
gira o tempo em vendavais circulares
a vida anda em preto e branco
e o poeta corre atrás das palavras coloridas.

Tânia Marques  13 de outubro de 2010
Fonte da imagem: 
Arquivo pessoal - CowParade - Porto Alegre

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Luiza Caspary

Luiza Caspary, sinônimo de talento e determinação. Beijo grande para ti e muuuito sucesso em tua carreira, que já iniciou brilhante!




Sempre acreditei...








Lindos!

domingo, 10 de outubro de 2010

Dia de chuva

Perfeita sintonia dos sons corporais. Lindo demais!

sábado, 9 de outubro de 2010

Free demo to create avatars using Text-to-Speech (TTS) by SitePal

Free demo to create avatars using Text-to-Speech (TTS) by SitePal

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Este blog faz a minha cabeça

Agradeço ao meu amigo, Clênio Viégas, o prestígio e a homenagem dada ao meu blog e convido você a visitar o seu blog http://lennysmind.blogspot.com/. Sendo assim, aproveito a ocasião para também premiar e divulgar os seguintes blogs amigos:

domingo, 3 de outubro de 2010

Robert Mapplethorpe - O Círculo - Fotografia

           Thomas in a circle (1987)

Robert Mapplethorpe (Nova York, 4 de novembro de 1946 – Boston, 9 de março de 1989) foi um fotógrafo norte-americano, célebre por suas fotografias branco e negro de grande formato, especialmente flores e nus. O conteúdo sexual de alguns de seus trabalhos, qualificados de pornografía, gerou mais de uma polémica durante sua carreira.  (...) Seus temas habituais incluíam as flores, especialmente orquídeas e lírios de água; retratos de celebridades, entre os quais se contam o artista Andy Warhol, a cantora e actriz Deborah Harry, Richard Gere, Peter Gabriel, Grace Jones e Patti Smith (um retrato de Patti Smith de 1986 recorda o autorretrato de Albrecht Dürer de 1500); o homoerotismo e os actos de BDSM (bondage e sadomasoquismo), incluída a coprofagia), e nus de reminiscências clássicas.
A polémica em torno de sua arte não foi casual. Mapplethorpe procurou a presença de temática homossexual, utilizou como modelos a actores do cinema pornográfico e elementos da cultura sado-masoquista de forma intencional, temas controvertidos que com o tempo foram utilizados como símbolos da cultura LGBT em sua luta pela igualdade e o reconhecimento.

Fonte da imagem: uniblog.com.br

terça-feira, 28 de setembro de 2010

"Caçador de mim"

Caçador de Mim

Por tanto amor, por tanta emoção

A vida me fez assim
Doce ou atroz, manso ou feroz
Eu, caçador de mim
Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar longe do meu lugar
Eu, caçador de mim

Nada a temer
Senão o correr da luta
Nada a fazer
Senão esquecer o medo
Abrir o peito à força
Numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura

Longe se vai sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir o que me faz sentir
Eu, caçador de mim

Nada a temer
Senão o correr da luta
Nada a fazer
Senão esquecer o medo
Abrir o peito à força
Numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura

Vou descobrir o que me faz sentir
Eu, caçador de mim

Marc Chagall (1887-1985)

No âmbito da arte contemporânea, marcada pelo formalismo e a abstração, a pintura de Chagall se destaca pela importância que nela tem o elemento temático, de fundo onírico, que mostra por sua vez as fundas raízes afetivas e culturais do artista.

Pintor, gravador e vitralista bielorusso, Marc Chagall nasceu em Vitebsk em 7 de julho de 1887.

Iniciou-se em pintura no ateliê de um retratista local. Em 1908 estudou na Academia de Arte de São Petersburgo e, de volta à cidade natal, conheceu Bella, de quem pintou um retrato em 1909 (Kunstmuseum, Basiléia).

Retornou a São Petersburgo e de lá seguiu para Paris em 1910, ligando-se a Blaise Cendrars, Max Jacob e Apollinaire e aos pintores Delaunay, Modigliani e La Fresnay.

Marc Chagall trabalhou intensamente para integrar seu mundo de fantasias na linguagem moderna, derivada do fauvismo e do cubismo. 

Reconhecido como um dos maiores pintores do Século 20, Marc Chagall morreu em Saint-Paul de Vence, no sul da França, em 28 de março de 1985.

©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. 

Fonte do texto: http://www.pitoresco.com.br/universal/chagall/chagall.htm 
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