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segunda-feira, 19 de março de 2012

Poema de Pablo Neruda


Quero apenas cinco coisas...
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.

Pablo Neruda

Fonte da imagem:carimam.blogspot.com

terça-feira, 22 de março de 2011

"O amor cobre uma multidão de pecados". (I-Pedro, 4:8)

  
Por Jorge Saes ( * )

O que responderiam hoje, os espíritas, se perguntados pelas razões que levaram Mônica a orar, por anos, pela conversão de seu filho amado, Agostinho? Certamente que se esta pergunta fosse proferida em uma oficina de trabalho realizada dentro do Movimento Espírita, uma mão mais afoita se levantaria para, depressa, responder: “O AMOR”. Sim! Sem dúvidas, concordaríamos: o amor. Trazemos as respostas na ponta da língua, estagiários do aprendizado teórico na atual escala da evolução coercitiva. Quando, porém, chamados ao pleno exercício do conhecimento na escola da vida, na exigência constante na interação social, nos grupos ou casas que fomos levados pela ação da própria lei, a resposta, que ontem foi imediata, hoje poderá mostrar-se lenta, e às vezes tarda em sua execução. E isso poderá ocorrer por possível erro de interpretação das lições e dos princípios básicos da Doutrina dos Espíritos. O Espírito Eros, por Divaldo Pereira Franco, no opúsculo: “Em algum lugar no futuro”, disserta sobre a vida de um homem que se considerava “Mestre” – um enviado - verdadeiro missionário das esferas superiores – pronto para iluminar os pensamentos do plano terrestre. Em um dos capítulos, sobre o “Conhecimento Sem Amor”, relata a seguinte estória: “O mestre, recolhido em meditação, assemelhava-se a uma flor de lótus em pleno desabrochar. Ensinando, o canto da sua voz evocava o ciclo da brisa nas folhagens umedecidas pelo sereno da noite. Os discípulos, à sua volta, enterneciam-se, aprendendo a conquistar o caminho da elevação”. Segue o Espírito Eros, apresentando o dedicado homem que, não desprezando oportunidade alguma para ensinar, propôs uma caminhada pelos arredores da cidade para demonstrar aos aprendizes, ao vivo, “A Lei de Justiça” trabalhando vidas rebeldes. No caminho, depararam-se com várias realidades. Encontrando um irmão desprovido da luz em seus olhos, ensinou: “Aquele cego recupera, na sombra, o mau uso da visão em outra vida”. Adiante, “este paralítico educa as pernas que o levaram ao crime noutra existência. Este imbecil recompõe a mente que explorou e vilipendiou em jornada pretérita. Os esfaimados, que se entredevoram, nos montes de lixo, ali, buscando detritos para se alimentarem, disciplinam os estômagos viciados pelos excessos”...enfim. Ante o quadro comovedor, um jovem discípulo, sensibilizado pelo amor que lhe brotava na alma sonhadora, interrogou: - “Não poderíamos fazer algo em favor desses infelizes que, afinal, são nossos irmãos?” A resposta, por lógica, a teríamos prontamente, à luz do evangelho de Jesus. Mas não foi a que pensamos. Foi outra, como veremos: - “De forma alguma – bradou o homem que sabia. – Eles resgatam e devem sofrer o mal que fizeram. Ajudá-los, seria prejudicar o cumprimento das leis...Deixemo-los e cuidemos de evoluir, em nossa meditação e abandono do mundo...” Diz-nos o Espírito Eros: “O séquito prosseguiu, e o tempo venceu o ciclo das horas. O mestre morreu, e um dia, não obstante houvesse conhecido a técnica da reencarnação, volveu ao proscênio terrestre, sob dificuldades morais e mentais muito severas, como decorrente do egoísmo que minava as fibras da alma e da indiferença pela dor do próximo, que lhe enregelava o sentimento”. É constante no meio espírita sentirmos por vibrações, entre palavras, pensamentos neste mesmo sentido: “Que se cumpra a lei – seu estado atual é este! É por sua própria culpa! Deixemo-lo à própria sorte! O sofrimento faz parte de seu aprendizado! Terá que beber no cálice da vida o sabor do suco amargo de atos de seu passado menos feliz” – é o libelo - é a sentença. Com Mateus, Cap. 9:13, porém, não foram estas as palavras de Jesus, mas outras: “Ide, porém, e aprendei o que significa: misericórdia quero e não sacrifício...”


(*) Bageense radicado em Torres-RS.

domingo, 13 de março de 2011

emoções serenadas


tua pele macia, teu gosto e teu cheiro falam de coisas que somente os lençóis testemunham. essa incomum maneira de me amar no calar envolve-me, despenteia-me, desmascara-me. penso num tempo improvável, o do passado inconstante, inconsistente. queria acreditar nas secretas canções, nas badaladas emoções à flor da pele, mas o azul não é azul, o branco não é branco, nunca foram, nunca serão em nossa imaginação. o branco é especial, ele me seduz, porque resplandecente, desdobra-se em perfume de paz, vou até o fim, seguindo-o. o som do silêncio é diferente do silêncio do som, eu escuto as águas rolarem por cima das pedras que estão límpidas de sentimentos. na confusão deste momento, viajo pelos teus braços, toco-te a alma, renovo sentidos. esperanças são confissões passadas adiante, aludem à poesia de um segundo momento. de repente, tua presença não é mais notável, alegremente desnotável, notavelmente esquecida. foi um azul que se misturou ao imenso céu da saudade, nodoado pelo branco das nuvens que em mim habita.

Tânia Marques 27/11/2009
Fonte da imagem: xinefed.blogspot.com/

sábado, 12 de junho de 2010

Dia dos Namorados: balela, gente!


Assim como em outras datas, a finalidade principal deste dia é o consumismo. O amor é abstrato, por isso impossível quantificá-lo com presentes. Isso vem a ser um jogo de cena com muitas vantagens lucrativas! O conceito de amor está muito distorcido, pois existem muitos namorados e namoradas que não respeitam os sentimentos do outro e, depois, "vêm tapar o sol com a peneira" ofertando presentes, mas na tentativa de camuflar suas mentiras e/ou traições. Os puros de sentimento não avaliam o amor por objetos materiais. São companheiros de verdade para todos os momentos. É isso que vale, é isso que fica. Tenho dito.

Tânia Marques  12 de junho de 2010

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Casamento


Se ainda duas bocas se encontrarem
Pelo desejo e pela vontade
de trocarem segredos
E não pelo hábito

Se ainda as pernas se entrelaçarem
Ao dormirem lado a lado
Pelo carinho e pela necessidade
E não pelo hábito

Se ainda duas mãos se juntarem
Ao saírem à rua
Debaixo de chuva ou de um sol escaldante
E não pelo hábito

Se ainda dois olhares se sustentarem
Em meio a uma discussão
Denunciando medo de um possível rompimento
E lágrimas rolarem
E não pelo hábito
De uma vida inteira juntos...

O amor aconteceu por êxtase e não feneceu
Pelo hábito

Tânia Marques 06 de junho de 2010

Fonte da imagem:  outroladodamargem.zip.net/

sábado, 5 de junho de 2010

O preço

A cada fúria de um passo
Um formoso olhar,
A cada sonoridade de um sorriso,
Um agreste verso a falar,
A cada belicosa volta
Um devaneio a se entregar,
A cada cor vista da esperança
Uma majestosa estrada a se esburacar,
A cada gesto de um momento
Uma forma desigual de te amar,
A cada canto de um pesadelo
Os feitos de um rio a secar,
A cada famosa vírgula
Uma história a se contar,
E a cada preço de um ponto final
Um sublime conto a se realizar,
Ou o preço do que lamentar.

Carlos Augusto Matos*

*Estudante de Letras, escreve desde os seus 15 anos. Hoje tem 25. Em versos, dedica-se poeticamente desde os 18 anos.
"Amo o amor, pois sem ele não estaria aqui, porque de fato eu nasci para o amor. Pena que algumas pessoas que se julgam saber o que é o amor, sempre entram em minha vida, e vão embora deixando uma ferida. Mas, com tudo isso, com essa batalha diária para encontrar alguém que me faça feliz, eu aprendo com os segundos e morro cada dia mais com os dias que se passam sem ter alguém para cuidar do meu coração". Carlos Augusto Matos (Belém/Pará).
Visite o seu blog: http://visaopoetica84.blogspot.com/

Fonte da imagem: Google
Texto e imagem enviados via MSN, em 05/06/2010 - publicação consentida pelo autor.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Contra adição

não sou poeta do amor
daquele amor que consome
que fez arder em chamas Camões
de um sentimento que aniquila
sou poeta das coisas da vida
da paisagem urbana
do beijo na boca
da transa gostosa
sou eclético
sou modernético
sou cibernético
sou o anti-herói romântico
amor não rima com prisão
mas quando surge
quanta (e)bulição!

Tânia Marques 21 de abril de 2010
Fonte da imagem:

sábado, 27 de março de 2010

Momentos de Inspiração I

Muitos de meus leitores ainda não eram nascidos, e eu já andava “catando milho” numa velha máquina de escrever, para registrar roupantes de pura inspiração poética. Este poema foi escrito no dia 04/07/1983 e dedicado a uma pessoa muito especial.


Na mais pura emoção,
Os desejos de liberdade
Percorrem o nosso corpo e
Numa vontade louca de se expressarem
Evaporam no ar
Algo mais abstrato toma forma
Aos poucos,
Enxergamos um mundo novo
E um pedaço desse mundo
Destoa de sua totalidade
Vejo nele um poeta de um presente distante
Construindo sua própria história
Não sei mais o que é realidade
Não sei mais o que é sonho
Tudo é realidade
Tudo é sonho simultaneamente
E você, poeta? O que é?
No anonimato, você é vida
Atrás dos rostos perdidos, você é uma beleza esplêndida
No silêncio maior dos meus sentimentos,
Você é a liberdade das fantasias e das verdades do amor
Eu posso sentir o seu perfume
Eu experimento o seu calor
Eu sou sensível à sua inspiração.

Tânia Marques 04 de julho de 1983.

Fonte da imagem:
www.mypage.com.br/myflog/visualiza_modPH.asp?...
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