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segunda-feira, 16 de abril de 2012
sábado, 7 de maio de 2011
Saudade...
Hoje estou doendo de saudade, saudade de minha mãe, saudade dos tempos em que os compromissos não eram tão grandes, saudade da ilusão, saudade do verão e do mar, este que não o vejo há anos, saudade de uma amizade verdadeira, saudade do cheiro a campo, saudade da chuva na vidraça, saudade de um beijo de amor, saudade de um toque amigo, saudade dos sonhos juvenis, saudade de um abraço de urso...não quero ser melancólica demais, por isso eu vou parando por aqui e deixo vocês escutando e vendo esse belo vídeo que tem tudo a ver com o que eu estou sentindo neste exato momento. Beijos e um ótimo domingo a todos, o primeiro Dia das Mães sem a minha mãezinha querida (in memorium). Tânia Marques 07 de maio de 2011
domingo, 13 de março de 2011
emoções serenadas
tua pele macia, teu gosto e teu cheiro falam de coisas que somente os lençóis testemunham. essa incomum maneira de me amar no calar envolve-me, despenteia-me, desmascara-me. penso num tempo improvável, o do passado inconstante, inconsistente. queria acreditar nas secretas canções, nas badaladas emoções à flor da pele, mas o azul não é azul, o branco não é branco, nunca foram, nunca serão em nossa imaginação. o branco é especial, ele me seduz, porque resplandecente, desdobra-se em perfume de paz, vou até o fim, seguindo-o. o som do silêncio é diferente do silêncio do som, eu escuto as águas rolarem por cima das pedras que estão límpidas de sentimentos. na confusão deste momento, viajo pelos teus braços, toco-te a alma, renovo sentidos. esperanças são confissões passadas adiante, aludem à poesia de um segundo momento. de repente, tua presença não é mais notável, alegremente desnotável, notavelmente esquecida. foi um azul que se misturou ao imenso céu da saudade, nodoado pelo branco das nuvens que em mim habita.
Tânia Marques 27/11/2009
Fonte da imagem: xinefed.blogspot.com/
quinta-feira, 10 de março de 2011
Dia da Poesia - 14 de março
Moça na janela - Di Cavalcanti
SOBRE A POESIA
Tânia Marques
Poesia é arte, arte é poesia. O poema apresenta poesia e a prosa poética também. Além disso, podemos ver poesia nos pássaros, na natureza, na vida, nos nossos pensamentos, nas nuvens, na lua, no sol, na chuva, nos nossos sonhos. Poesia é um estado de alma, é a expressão do eu-lírico, poesia é apoio, é desabafo, é gratidão. Poesia é emoção, é liberdade de expressão, é liberdade de escrita, poesia é agenciamento, é devir, é magia, é transmutação. E viva a poesia!...
Observação: Texto originalmente publicado no blog Utopia Ativa, de Jorge Bichuetti
Observação: Texto originalmente publicado no blog Utopia Ativa, de Jorge Bichuetti
domingo, 30 de janeiro de 2011
Torres, a mais bela praia
Tentando descrever Torres, lembrei as primeiras sensações sentidas quando, inda jovem, do alto de uma de suas falésias, hoje conhecida como Morro do Farol, alonguei meus olhos para dois infinitos horizontes. De onde nasce o sol, vi chegarem ondas que se debruçavam sobre a costa, vezes, procurando abrigos em suas inúmeras furnas, ou espalhando espumas brancas sobre a areia fina; noutras, medindo forças contra as milenares rochas vulcânicas que oferecem diferentes sons na musicalidade das cordas dos ventos sul e nordeste. Para onde o sol se põe, vi vespertinas claridades se aninharem por detrás da serra, que se veste, nos dias de luz, de claro azul, mostrando curvas e contornos a se desdobrarem em desenhos inimagináveis.
A serra e o mar se casam ao cair da tarde - espetacular festa de cores. É da serra – é de lá – tenho certeza – onde existe algo ou alguém a produzir diferentes luzes e tonalidades para enfeitar as nuvens a se debruçarem do outro lado, onde tudo começa e termina. São tantas e tantas as cores, que não as consigo descrever. Seria necessário me socorrer da sensibilidade de um artista plástico celestial, para que, em seus óleos sobre tela me ensine como nascem e como são combinadas as nuances das tardes transluminosas, transportando nuvens que não são só brancas, mas que refletem, em contrastes, um colorido dourado, argênteo, topázio, verde, azul, alizarina ou a cor da púrpura que adornou palácios, dignidades e realezas.
Suas areias brancas viajam ao sabor natural do vento guardando segredos onde se aninham casais enamorados perpetuando a fauna, a flora e onduladas formas de vida.
Torres, não é só uma praia. É muito mais. É tudo o que a natureza pode oferecer em beleza e frescor. É mata nativa, é pureza na brisa, no ar canalizado do Parque da Guarita aos pulmões jovens ou cansados pela canga do tempo procurando repouso.
Torres é um lugar para se viver, criar e partir na serenidade da paz que o tempo vai, aos poucos, construindo e levando para as sadias dimensões dos que souberam ver, sentir e amar.
Jorge Saes
Torres – RS.
Natural de Bagé.
61 anos de idade, casado, três filhos.
Formado em Ciências Juríricas e Sociais.
Espírita, escritor e artista plástico.
Fonte das imagens:
domingo, 2 de maio de 2010
.eu existo.
.existem nuanças de existir, existem cores para existir... eu existo no que escrevo, eu existo no que leio, eu existo na criação, eu existo em você, e sem você também, singularmente, eu existo mesmo que não me vejam, mesmo que não gostem de mim, ou gostem, eu existo na liberdade, eu existo na dúvida, eu existo na contramão, eu existo na sua companhia, eu existo na solidão, eu existo na multidão, eu existo, mormente, na razão, eu existo sem exatidão, eu existo na poesia, eu existo no sonho, eu existo no discurso, eu existo na subjetividade, eu existo no seu olhar, eu existo na linearidade, eu existo aqui... stop! é o aqui que importa.
Tânia Marques 27 de abril de 2010
Fonte da imagem: arquivo pessoal
Fonte da imagem: arquivo pessoal
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Caio "essencial" Abreu
"...depois de todas as tempestades e naufrágios o que fica de mim e em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro..."
"Menos pela cicatriz deixada, uma feridantiga mede-se mais exatamente pela dor que provocou, e para sempre perdeu-se no momento em que cessou de doer, embora lateje louca nos dias de chuva".
"Acho que sou bastante forte para sair de todas as situações em que entrei, embora tenha sido suficientemente fraco para entrar."
"Será que, à medida que você vai vivendo, andando, viajando, vai ficando cada vez mais estrangeiro? Deve haver um porto."
"Ando meio fatigado de procuras inúteis e sedes afetivas insaciáveis."
"Continuo a pensar que quando tudo parece sem saída, sempre se pode cantar. Por essa razão escrevo."
"Menos pela cicatriz deixada, uma feridantiga mede-se mais exatamente pela dor que provocou, e para sempre perdeu-se no momento em que cessou de doer, embora lateje louca nos dias de chuva".
"Acho que sou bastante forte para sair de todas as situações em que entrei, embora tenha sido suficientemente fraco para entrar."
"Será que, à medida que você vai vivendo, andando, viajando, vai ficando cada vez mais estrangeiro? Deve haver um porto."
"Ando meio fatigado de procuras inúteis e sedes afetivas insaciáveis."
"Continuo a pensar que quando tudo parece sem saída, sempre se pode cantar. Por essa razão escrevo."
(Caio Fernando Abreu)
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
A voz de Clarice Lispector

“Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania. Depende de quando e como você me vê passar”.
“Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento”.
“Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação”.
“Fique de vez em quando só, senão será submergido. Até o amor excessivo pode submergir uma pessoa”.
"Estremeço de prazer por entre a novidade de usar palavras que formam intenso matagal. Luto por conquistar mais profundamente a minha liberdade de sensações e pensamentos, sem nenhum sentido utilitário: sou sozinha, eu e minha liberdade. É tamanha a liberdade que pode escandalizar um primitivo, mas sei que não te escandalizas com a plenitude que consigo e que é sem fronteiras perceptíveis.
Esta minha capacidade de viver o que é redondo e amplo - cerco-me por plantas carnívoras e animais legendários, tudo banhado pela tosca e esquerda luz de um sexo mítico. Vou adiante de modo intuitivo e sem procurar uma idéia: sou orgânica. E não me indago sobre os meus motivos. Mergulho na quase dor de uma intensa alegria – e para me enfeitar nascem entre os meus cabelos folhas e ramagens." (...).
Clarice Lispector
Fonte dos textos:
http://www.pensador.info/autor/Clarice_Lispector/5/
Fonte da imagem:
wwwdepassagem.blogspot.com/2007/08/gua-viva-c...
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domingo, 24 de janeiro de 2010
Momentos com Caio
"... Não compreendo como querer o outro possa tornar-se mais forte do que querer a si próprio. Não compreendo como querer o outro possa pintar como saída de nossa solidão fatal. Mentira: compreendo, sim. Mesmo consciente de que nasci sozinho do útero de minha mãe, berrando de pavor para o mundo insano, e que embarcarei sozinho num caixão rumo a sei lá o quê, além do pó. O que ou quem cruzo esses dois portos gelados da solidão é vera viagem: véu de maya, ilusão, passatempo. E exigimos o eterno do perecível, loucos".
"...porque as coisas e as pessoas que fazem parte da minha vida vão aos poucos entrando em mim, depois de algum tempo já não sei dizer o que é meu e o que é delas. Mesmo assim, bem no fundo, há coisas que são só minhas. E embora me assustem às vezes, é delas que mais gosto..."
“Somos inocentes em pensar, que sentimentos são coisas passíveis de serem controladas. Eles simplesmente vêm e vão, não batem na porta, não pedem licença. Invadem, machucam, alegram. (...)”
"Acho que sou bastante forte para sair de todas as situações em que entrei, embora tenha sido suficientemente fraco para entrar."
"...porque as coisas e as pessoas que fazem parte da minha vida vão aos poucos entrando em mim, depois de algum tempo já não sei dizer o que é meu e o que é delas. Mesmo assim, bem no fundo, há coisas que são só minhas. E embora me assustem às vezes, é delas que mais gosto..."
“Somos inocentes em pensar, que sentimentos são coisas passíveis de serem controladas. Eles simplesmente vêm e vão, não batem na porta, não pedem licença. Invadem, machucam, alegram. (...)”
"Acho que sou bastante forte para sair de todas as situações em que entrei, embora tenha sido suficientemente fraco para entrar."
Caio Fernando Abreu
Fonte da imagem: arquivo pessoal.
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