domingo, 7 de agosto de 2011

Poema de "Alexandre Lacerda Alves"

O que disfarça a nulidade do ser;
O que excita o pensamento humano;
O que exercita a dignidade do viver;
O que acalma o estouro do rebanho;
O que orienta liberdade descrita...
... nas asas dos pássaros voando?


O que pode poderosamente transformar,
Em lágrimas agora convertidas;
No que outrora fora impiedosa;
A morte vinda de mãos pervertidas?


O que pode qual bruma bondosa,
Visitar-nos aos sonhos – delírios,
Presenteando-nos com mão perfumosa,
Em belas ramagens, seus mais brancos lírios?


O que afinal reunir tanto poder,
sobre os campos, o fogo, rios e ares,
sobre fugidio encanto e seu dizer,
sobre a calmaria dos mares,
ou ainda o que não podemos saber?


O que é tanto amor e piedade,
O que é perdão sem levante,
O que é a brandura na agonia,
O que é força não estanque,
O que é a benção deste dia?


O que reúne o tudo e o nada,
O que atrai o fogo da espada,
Tanto quanto a carícia do perdão,
No deserto de tantos temores;
Dos que não se dão aos amores,
Cujos braços nos agasalharão,
E pacientemente esperam, sem retaliação,
Que o filho reconheça do pai a bondade,
Mesmo quando chora, pela maldade;
De uns poucos que lhe fogem;
Preferindo o encontro protelar,
Com a luz, sua força, sua paz,
Não entendendo quão fugaz
Tudo isto se torna,
Quando DEUS nos sorri,
E o resto ao nada retorna,
Porque tudo passa a ser amar.


Alexandre Lacerda Alves 
(Texto e imagem cedidos via página pessoal do Facebook)

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