sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

PANTA

                                                  
Uma das propostas deste blog é divulgar a cultura em todos os seus níveis, privilegiando textos poéticos, comentários, entrevistas, resenhas, críticas literárias, crônicas, imagens, filmes, teatro, músicas e, de uma maneira geral, difundir o trabalho de todos aqueles que dedicam suas vidas à arte. Para início de conversa, querido leitor, quero apresentar esta entrevista com um artista gaúcho, porto-alegrense, espetacularmente carismático, querido e dotado de uma linda voz, o cantor e compositor Panta. Panta lançou dois discos e, atualmente, está em fase de lançamento do seu terceiro CD.

Panta, é ótimo ter a possibilidade de falar contigo acerca da tua história de vida e da construção de tua trajetória musical, já que viveste durante muito tempo no exterior e passaste por diversas mudanças de locais. Explica para nós, como se deu a tua identificação com o gênero pop e o que ele acrescentou ao teu estilo individual, ou vice-versa?

R: Penso que os anos fora do Brasil e a infância na Paraíba me fizeram aproximar mais do pop: um ótimo remédio para grandes e repentinas mudanças. O pop é mais real, comercial e, ao mesmo tempo, permite experimentalismos maiores, além de muita liberdade. O pop tem mais poder de mudar o mundo, penetra mais facilmente em todas as camadas sociais, é um idioma de fácil aprendizado e comunicação. Acho que a maior contribuição do pop à minha vida foi ter me ensinado a gostar (e ter o direito de gostar) de qualquer estilo musical, de qualquer canto do universo, sem medo e sem nenhum pré-conceito. Eu só não gosto de música de mau gosto ou mal executada. O pop me levou à música, então “viva o pop”!!!

Como foi a recepção das pessoas em relação aos teus dois discos anteriores, “Comfortable Soul” e “Uma pequena porção de vida”? Quando acontecerá o lançamento do terceiro CD, “Pequenos Movimentos”, e o que este apresenta em termos de estilos musicais?

R: Meus dois primeiros discos foram bem recebidos, mas é claro que a maioria das pessoas que os compraram eram fãs e/ou amigos (rss). Falando sério… recebi elogios de profissionais conceituados como o Roger Lerina (ZH), Serginho Moah (Papas da Língua), o produtor inglês Paul Ralphes, Marcio LoMiranda (grande músico e produtor de trilhas da rede Globo)... Meu terceiro e novo disco “Pequenos Movimentos” (da família do “pop music” também) já foi lançado na Internet e, nas próximas semanas, deve estar a venda nas lojas. Estamos trabalhando numa turnê de lançamento e espero em breve poder convidar a todos.

Tu recebeste influências de que artistas e desde quando começaste a compor as tuas próprias músicas?

R: As influências são tantas… mas quantas vezes eu mudei de país, cidade, turma? É claro que do pop-rock britânico eu gosto muito, mas Frank Sinatra é imbatível. A cultura nordestina nunca saiu da minha alma, assim como a maravilhosa milonga Latina… Enfim, uma rica salada musical que vai me alimentar eternamente. Comecei a compor no início dos anos 90 e trabalho muito pra melhorar diariamente.

Quando e como surgiu o teu encontro com a Orquestra de Câmara da ULBRA?

R: No show “Clássicos do Rock I”, em 2008. Desde então, fizemos muitos shows juntos, inclusive, ganhamos o “Prêmio Açorianos de Melhor Espetáculo” em 2008 com o “Beatles - Magical Classical Tour”.

Antes de seres cantor/compositor, tu exerceste quais atividades?

R: Programador/Analista em informática. Ironia: é quase impossível não usar computador na música hoje, seja criando, gravando, testando…

Como é viver da música no Brasil? Até agora, houve o incentivo cultural e o reconhecimento que esperavas por parte da mídia, do governo, das pessoas em geral, em relação aos teus sonhos e ao teu trabalho?

R: Viver da música no Brasil é como em outras profissões: se a gente não luta, não se compromete e não se dedica, não rola. Todos buscamos satisfação pessoal e algum tipo de reconhecimento. Mas o que mais me move é a vontade de “fazer a diferença, marcar presença” e “ter um significado nessa vida”. Com toda a certeza, eu sou um cara muito obssessivo no trabalho e um crítico muito cruel de mim mesmo. Meus pais foram muito eficientes em passar valores importantes e sagrados como “fazer o melhor” e “lutar por seus direitos”... A música me presenteia constantemente com novas amizades, carinho, apoio, e incentivo de pessoas de todos os cantos do mundo, mas principalmente ela me dá a certeza de que o planeta realmente me pertence (nos pertence). Sejam duas pessoas numa semana ou num mês, não importa, mas não existe nada melhor do que alguém te parar na rua pra te elogiar e te lembrar o quanto foi marcante um show teu que passou na TV, ou pra dizer que ouviu uma música tua na rádio, ou que uma letra de uma música tua é exatamente o que ela tá vivendo ou viveu… Veja bem: o fato de eu ter sido convidado pra essa entrevista é um ótimo exemplo de incentivo e reconhecimento.


Bem, querido Panta, quero agradecer a ti a tua disponibilidade em responder a essas perguntas que, dessa forma, contribuem magnificamente com o nosso enriquecimento cultural. Muito sucesso pra ti em todos os sentidos e que “Pequenos Movimentos” traga grandes alegrias e muito reconhecimento. Beijo.

Postado por Tânia Marques em 15/01/2010.

4 comentários:

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