quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A fotografia e o mundo virtual

"Quando o mundo se tornar confuso, me concentrarei em fotografias. Quando as imagens se tornarem inadequadas, me contentarei com o silêncio". (Ansel Adams). 
"As fotografias gostam de caçar na escuridão de nossas memórias. São infinitamente menos capazes de nos mostrar o mundo do que de oferecê-lo ao nosso pensamento". (Etienne Samain).
"Aumenta a necessidade de ser visto e fotografado numa sociedade que é fundamentada na aparência e em seus efeitos teatrais. E, cada vez mais, essa ficcionalização se impõe sobre a realidade. O real é subjugado pela supervalorização da imagem e pelo imaginário. A aparência se torna cada vez mais importante para a construção da identidade individual e para a apresentação de si mesmo no cotidiano. Este ‘eu ficcional’ que cada um representa instaura e reafirma a comunidade na ERA DO ESPETÁCULO". (Michele Zambon/Dirce Vasconcellos Lopes - A fotografia como modo de representação da identidade: dos cartões de visita de Disdéri ao ciberespaço).
"O mundo virtual permite as trocas ilusórias e é o reino dos simulacros que levam o indivíduo às relações paradoxais de proximidade com quem está distante e de distanciamento com quem está próximo". (Michele Zambon/Dirce Vasconcellos Lopes).
Então, temos aqui nesta fotografia a representação do real, mas não o real.
"O que a vida real recusa é consumido por meio do espetáculo". (Michele Zambon/Dirce Vasconcellos Lopes). 
"Cada vez mais, a ficcionalização se impôs sobre a realidade." (Michele Zambon/Dirce Vasconcellos Lopes).
"O real foi sendo subjugado pela supervalorização da imagem, das preferências estéticas e pelo imaginário, até chegar ao surgimento do ciberespaço e do virtual." (Michele Zambon/Dirce Vasconcellos Lopes).
 
"O ser imaginário e irreal que se escondia dentro de cada um migrou para o ciberespaço e vive através de imagem." (Michele Zambon/Dirce Vasconcellos Lopes).
"A internet é um espaço povoado por indivíduos que constroem suas identidades e seus laços sociais no contexto de um cenário comunicacional contemporâneo, que resulta na formação de novas práticas culturais." (Michele Zambon/Dirce Vasconcellos Lopes).
"O ciberespaço permite a aproximação e acaba com as barreiras no que se refere à distância. Pode-se contatar, por meio da rede, qualquer pessoa em qualquer lugar do planeta." (Michele Zambon/Dirce Vasconcellos Lopes).
"Esse contato virtual, destituído de corpo físico, pode ou não se materializar." (Zambon e Lopes).
"A ausência de referências físicas cria a possibilidade da construção livre de uma máscara social." (Zambon e Lopes).
 
"O cibernauta joga livremente com o ego, criando sua personalidade / identidade da maneira que melhor lhe convém, usando dos próprios artifícios de representação que o Orkut lhe permite, como o álbum fotográfico e as comunidades de afinidade." (Zambon e Lopes).
"Neste espaço virtual, cada um pode mostrar a si mesmo do modo como quer aparecer e ser identificado pelos outros. (Zambon e Lopes).
 
"A imagem como (re)conhecimento". (Tânia Marques).
"A fotografia como espelho do real". (Tânia Marques).
"A fotografia atesta a existência de uma realidade". (Tânia Marques).
 
"A fotografia e a estetização da vida cotidiana". (Tânia Marques).
"A fotografia possibilita a construção de uma proposta transdisciplinar". (Tânia Marques).
"A fotografia como construção de nossa memória". (Tânia Marques).
"A fotografia é uma fonte histórica que demanda por parte do historiador um novo tipo de crítica". 
"Na qualidade de texto, que pressupõe competências para sua produção e leitura, a fotografia deve ser concebida como uma mensagem que se organiza a partir de dois segmentos: expressão e conteúdo." (Ana Maria Mauad).
"A fotografia é uma escolha efetuada em um conjunto de escolhas então possíveis." (Ana Maria Mauad).
"A fotografia é um produto cultural, por isso com raízes sociológicas, antropológicas, históricas..." (Tânia Marques).
  Fonte das imagens: Arquivo pessoal.

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